Formação docente e educação inclusiva: uma análise psicopedagógica

Ada Augusta Celestino Bezerra, Maria Auxiliadora Aragão de Souza

Resumo


O artigo aborda a política pública de educação inclusiva implementada no Brasil nos últimos anos, sob a égide da exclusão. O recorte da investigação alcança aspectos emergentes das interações gestor - professor – aluno – pais – conhecimento com foco na educação básica de pessoas com deficiência (s), em instituições de Educação Especial e de Educação Inclusiva, públicas e particulares, no período de 2002 a 2004, com suas implicações na formação de professor. Nas instituições identifica a convivência de estigmas, mecanismos de defesa e preconceitos, com marco teórico fundado em Freud (1995), Gay (1999), Amaral (1994) e Goffman (1988). Conclui denunciando a manipulação, o domínio das instituições que detêm o poder com padrões de normalidade e indicando a necessidade da ação organizada da sociedade civil para retomar o controle dessas práticas, cobrando a aplicação das políticas inclusivas, radicalizando seus próprios discursos. Trata da condição humana, da luta concreta pela superação da cultura do sofrimento em favor da felicidade de cada homem.


Palavras-chave


Educação Especial; Educação Inclusiva; Estigmas; Mecanismos de defesa; Preconceitos

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DOI: http://dx.doi.org/10.17564/2316-3828.2013v1n2p09-27


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