EM TEMPOS DE CIBERCULTURA, UM PORTAL À MEMÓRIA INSTITUCIONAL

Palavras-chave: Cibercultura. Memória. História da educação.

Resumo

Diante da popularização da informática, a cibercultura, ou seja, a cultura contemporânea estruturada pelo uso das tecnologias digitais, emerge como uma nova forma de guarda. Neste sentido, o artigo visa compreender o Portal da Memória do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) como um lugar de memória institucional. Para tanto, tomamos à analise elementos presentes no Portal, entendendo-os como fontes e os relacionamos com possíveis temas de estudo em história da educação profissional. História das instituições educativas, cultura escolar, currículo e organização escolar, arquitetura e cultura material escolar e sociabilidades constituíram-se como temas possíveis de investigação a partir do Portal da Memória do IFRN. Nesses termos, destacamos que as fontes presentes no Portal da Memória não falam per se, mas que essas trazem ao Portal a possibilidade de acesso às dimensões da história e da memória da educação institucional. Por isso, o Portal da Memória em sua dimensão da cibercultura é um portal à memória institucional do IFRN.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

FRANCISCO DAS CHAGAS SILVA SOUZA, IFRN/Campus Mossoró.
Possui graduação em História (UFPB) e doutorado em Educação (UFRN). Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, Campus Mossoró, e dos Programas de Pós-graduação em Educação Profissional e Tecnológica (Mestrado Profissional em Rede) e Ensino (UERN/IFRN/IFRN).
Olívia Morais de Medeiros Neta, UFRN, Centro de Educação
Possui graduação em História (Licenciatura e Bacharelado), mestrado em História e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É professora do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e professora do Programa de Pós-Graduação em Educação (UFRN) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte.

Referências

BASTOS, M. H. C.; JACQUES, A. R. Liturgia da memória escolar - Memorial do

Deutscher Hilfsverein ao Colégio Farroupilha (2002). Revista Linhas, Florianópolis, v. 15, n. 28, p. 49-76, jan./jun. 2014.

BOTO, C. A liturgia da escola moderna: saberes, valores, atitudes e exemplos. História da Educação, Porto Alegre, v. 18, n. 44, p. 99-127, set./dez. 2014.

CASTELLS, M. A galáxia internet: reflexões sobre internet, negócios e sociedade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2004.

CERTEAU, Michel de. A escrita da história. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008.

CIAVATTA, M. A formação integrada: a escola e o trabalho como lugares de memória e identidade. In: FRIGOTTO, G.; CIAVATTA, M., RAMOS, M. (Orgs.). Ensino Médio Integrado: concepções e contradições. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2012. p. 83-106.

COSTA, R. A cultura digital. 3. ed. São Paulo: Publifolha, 2008.

CUNHA, L. A. O ensino de ofícios artesanais e manufatureiros no Brasil. 2. ed. São Paulo: UNESP; Brasília: FLACSO, 2005.

FIGUEIREDO, L. R. História e informática: o uso do computador. In: CARDOSO, C. F.; VAINFAS, R. (Orgs.). Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campos, 1997. p. 419-439.

HALBWACHS, M. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.

KARNAL, L.; TATSCH, F. G. A memória evanescente. In: PINSKY, C. B.; LUCA, T. R. O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009. p. 9-27.

LE GOFF, J. História e memória. 5. ed. Campinas-SP: Editora da Unicamp, 2003.

LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.

MEDEIROS NETA, O. M. de; NASCIMENTO, J. M. do; RODRIGUES, A. G. F. Uma escola para aprendizes artífices e o ensino profissional primário gratuito, Holos, Natal, v. 28, n. 2, 2012, p. 96-104.

NORA, P. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo: EDUC, n. 10, dez. 1993. p. 7-28.

OSVALD, M. L. M. B.; COSTA JÚNIOR, D. R.; WORCMAN, K. Potencialidades e desafios das escritas de si na internet. In: ______. (Orgs.). Narrativas digitais, memórias e guarda. Curitiba: CRV, 2014. p. 13-23.

POLLAK, Michael. Memória, esquecimento, silêncio. Estudos históricos, Rio de Janeiro, v. 02, n. 03, 1989. p. 3-15.

_____. Memória e identidade social. Estudos históricos, Rio de Janeiro, v. 5, n. 10, 1992. p. 200-212.

PORTAL da Memória. Disponível em: <http://centenario.ifrn.edu.br/> Acesso em: 6 mar. 2017.

RAGAZZINI, D. Para quem e o que testemunham as fontes da História da Educação? Educar em Revista, Curitiba, n. 18, p. 13-28, 2001.

ROCCO, A. Tecnologia da informação. In: MARCONDES FILHO, C. (Org.) Dicionário da comunicação. São Paulo: Paulus, 2009. p. 187-188.

SANTOS, E. Cibercultura: o que muda na educação. Salto para o futuro. TV Brasil. Disponível em: http://cdnbi.tvescola.org.br/resources/VMSResources/contents/document/publicationsSeries/212448cibercultura.pdf> Acesso em: 22 abr. 2017.

VIÑAO FRAGO, A.; ESCOLANO, A. Currículo, espaço e subjetividade: a arquitetura como programa. Rio de Janeiro: DP&A, 1998.

Publicado
2020-05-27
Como Citar
SOUZA, F. D. C. S., & Medeiros Neta, O. M. de. (2020). EM TEMPOS DE CIBERCULTURA, UM PORTAL À MEMÓRIA INSTITUCIONAL. Interfaces Científicas - Educação, 8(3), 218-230. https://doi.org/10.17564/2316-3828.2020v8n3p218-230
Seção
Artigos