A CONSTRUÇÃO DO FEMININO EUROPEU NOS SÉCULOS XVIII E XIX: CONTRIBUIÇÕES DA MARQUESA DE ALORNA

DOI:

https://doi.org/10.17564/2316-3828.2022v11n2p34-46

Autores

  • Gislaine Aparecida Valadares de Godoy Universidade Estadual de Maringá - UEM

Publicado

2022-02-10

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Resumo

Esse artigo apresenta uma análise de conteúdo baseada nos escritos de Bardin (2009) acerca dos princípios educativos femininos presentes em um conjunto de seis cartas da poetisa portuguesa conhecida como Marquesa de Alorna, escritas no século XVIII e endereçadas a uma filha que estava para se casar. A análise buscou considerar os princípios sugeridos pela marquesa, presentes nas referidas cartas, como uma ‘proposta formativa’ em contraposição ao projeto educativo vigente da época, que conduziam as mulheres para serem administradoras do lar, mães e esposas atenciosas. Nas orientações ofertadas a filha, identificamos um possível ‘novo perfil’ feminino surgindo na sociedade da época.Nossa hipótese, é que a marquesa teria sido uma das pioneiras na construção desse novo perfil, ao qual denominamos de ‘o desabrochar’ da consciência feminina, levando, posteriormente, a emancipação feminina a partir de um importante aliado, a instrução. Tomamos a marquesa, ao mesmo tempo, como exemplo dessa construção e uma das responsáveis por esse processo em outras mulheres, seja direta ou indiretamente. Como resultado dessa análise, verificamos que de fato, houve uma mudança na forma de pensar de algumas mulheres daquele período, das que tiveram acesso aos ensinamentos da marquesa ou outra forma de instrução. E, essa modificação, proporcionou à essas mulheres que se reconhecessem como coletivo da sociedade e, com direitos a agenda da humanidade.  A fonte de nossa análise foram as correspondências da marquesa reproduzidas na obra de Hernani Cidade (1930), tendo como aporte teórico, os fundamentos dos Annales.

Como Citar

Valadares de Godoy, G. A. (2022). A CONSTRUÇÃO DO FEMININO EUROPEU NOS SÉCULOS XVIII E XIX: CONTRIBUIÇÕES DA MARQUESA DE ALORNA. EDUCAÇÃO, 11(2), 34–46. https://doi.org/10.17564/2316-3828.2022v11n2p34-46