TENDÊNCIA TEMPORAL DE SÍFILIS CONGÊNITA, MORTALIDADE FETAL E INFANTIL NO BRASIL (2013-2022)
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https://doi.org/10.17564/2316-3798.2026v10n2p268-286Publié-e
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Résumé
Objetivo: Analisar a tendência temporal de incidência de sífilis congênita, eventos relacionados à mortalidade fetal e infantil, segundo as características maternas e da criança no Brasil. Método: estudo realizado a partir de dados dos casos de sífilis congênita, óbitos fetais e infantis registrados nos sistemas de informações de notificação de agravos, nascidos vivos e mortalidade no Brasil, no período de 2013 a 2022. A análise foi realizada utilizando a regressão de Prais-Winsten para cálculo da Variação Percentual Anual (VPA) dos coeficientes de morbimortalidade. Resultados: observou-se aumento das taxas de incidência por sífilis congênita no Brasil, de 4,86 para 10,06 por 1.000 nascidos vivos, com maior registro de crescimento na região Sudeste. Houve incremento na incidência entre os adolescentes, de 15,56 casos por 1.000 nascidos vivos (VPA 10,58; IC95% 5,13; 16,32). Entre as mães que não realizaram o pré-natal, a taxa de incidência por sífilis congênita aumentou de 33,50 para 84,56 casos por 1.000 (VPA 10,17; IC95% 5,32; 15,24). A tendência da mortalidade fetal apresentou crescimento, variando de 0,10 para 0,16 por 1.000 nascidos vivos (VPA 3,61; IC95% 0,58; 6,74). Conclusão: o aumento significativo da incidência de sífilis congênita e mortalidade fetal estão relacionados, principalmente, entre mães adolescentes e ausência de pré-natal, e reforçam a necessidade de melhorias na qualidade da assistência ao pré-natal.













