“É dando que se recebe?”: Dificuldades Metodológicas para Mensurar a Corrupção

Diego Freitas Rodrigues, Ranulfo Paranhos, Marina Félix de Melo, Dalson Britto Figueiredo Filho, Mônica Sodré Pires

Resumo


A corrupção desvia recursos destinados ao desenvolvimento; mina a habilidade governamental de promover serviços básicos; fomenta a desigualdade e desencoraja o auxílio externo e o investimento aumentando, em medida constante, a instabilidade política por meio do desgaste das instituições democráticas e da deslegitimação da burocracia. Neste sentido, a corrupção poder ser vista como uma anomalia no espaço mais amplo da relação entre principal-agente. As definições sobre corrupção são várias e entendemos, genericamente, que o ato corrupto pode ser classificado como o aproveitamento da função ou poder público para fins privados. Ainda que existam parâmetros consolidados na literatura especializada quanto à definição conceitual da corrupção, existem dificuldades metodológicas em categorizar e mensurar este fenômeno. O objetivo deste artigo foi promover uma revisão da literatura especializada sobre corrupção, seja na Ciência Política, Direito, Economia ou Sociologia e, dado esse suporte dos campos de pesquisa, distinguir suas principais metodologias e indicadores, subjetivos e objetivos, a mostrar robustez e fragilidades metodológicas ao categorizar e mensurar o fenômeno da corrupção. 


Palavras-chave


Corrupção; Metodologia; Indicadores

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DOI: http://dx.doi.org/10.17564/2316-381X.2016v4n3p43-58