A REPARAÇÃO DO DANO CAUSADO POR SISTEMAS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.17564/2316-381X.2026v10n3p227-241Resumo
O presente estudo analisa os mecanismos de responsabilização civil aplicáveis a danos causados por sistemas de Inteligência Artificial (IA) na saúde. A pesquisa foi conduzida sob a abordagem do método sistêmico, envolvendo revisão bibliográfica sistemática (2015-2025) e pesquisa jurisprudencial nos tribunais brasileiros. Os resultados evidenciaram que a opacidade dos sistemas ("caixa-preta") e os vieses algorítmicos dificultam a aplicação dos modelos tradicionais de responsabilidade subjetiva e objetiva, além de revelar um vácuo jurisprudencial sobre o tema no Brasil. Portanto, conclui-se pela possibilidade de adoção de um regime híbrido de responsabilidade civil, que propõe a responsabilização objetiva de desenvolvedores e fornecedores com base na teoria do risco e a manutenção da responsabilidade subjetiva para profissionais de saúde, reconfigurada sob a ótica de um dever de diligência tecnológica.
Palavras-chave: 1. Inteligência Artificial. 2. Responsabilidade Civil. 3. Dano. 4. Saúde. 5. Direito Médico.









