ASPECTOS HÍDRICOS E EPIDEMIOLÓGICOS DA TRANSMISSÃO DA ESQUISTOSSOMOSE EM ÁREA TURÍSTICA DE ALAGOAS

DOI:

https://doi.org/10.17564/2316-3798.2016v4n2p35-42

Autores

  • Margarida Maria da Conceição Graduanda em Gestão Ambiental, Instituto Federal de Alagoas, Maceió- -AL.
  • Elaine C. P. Barros Mestre em Química e Biotecnologia. Bióloga – Instituto Federal de Alagoas, Maceió-AL.
  • Hélio Lazarini Mestre em Saúde e Ambiente; Médico – Universidade Tiradentes, Aracaju- SE.
  • Andrea G. S. de Melo Doutoranda em Saúde e Ambiente; Enfermeira e Nutricionista – Universidade Tiradentes.
  • Cláudia Moura de Melo Doutora em Parasitologia; Bióloga – Universidade Tiradentes, Aracaju- -SE.
  • Michely Libos Doutora em Engenharia Civil; Engenheira Sanitária e Ambiental – Instituto Federal de Alagoas. Maceió-AL.

Publicado

2016-02-29

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Artigos

Resumo

 A esquistossomose mansônica é uma enfermidade parasitária

causada pelo helminto Schistosoma mansoni.

 Considerada um relevante problema de saúde pública,

esta infecção parasitária está atrelada a condições inadequadas

de saneamento básico. As localidades turísticas

endêmicas para esquistossomose caracterizam-se

por apresentar inúmeras coleções hídricas e população

humana fixa/flutuante que utilizaestes corpos d’água

para diversos fins. O objetivo desta pesquisa foi analisar

a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) no rio da Estiva

e avaliar os aspectos epidemiológicos relevantes na

transmissão da doença. A área pesquisada foi o Conjunto

Habitacional Vila Altina, localizado no município turístico

de Marechal Deodoro. Na determinação da DBO foi empregado

o método respirométrico e as informações epidemiológicas

foram coletadas por meio de um formulário

semiestruturado aplicado a todos os chefes de família ou

responsáveis pelo domicilio, perfazendo um total de 297

indivíduos e as informações sobre os índices de prevalência

foram obtidas nas fichas do Programa de Controle da

Esquistossomose. Para a análise da estatística descritiva

foi utilizado o programa estatístico do SPSS 20.0. A prevalência

da doença foi de 6,53%. A maioria dos entrevistados

44,6% possui ensino fundamental incompleto, 62%

recebem até um salário mínimo e 81,5% dos sujeitos da

pesquisa eram mulheres. Independente do sexo, o rio é

utilizado para diversos fins. As análises da DBO revelaram

que o rio apresenta condições favoráveis para o desenvolvimento

da esquistossomose e as análises epidemiológicas

mostraram que a localidade estudada apresenta elementos

socioambientais e culturais para a manutenção e

propagação desta infecção parasitária.

Como Citar

Conceição, M. M. da, Barros, E. C. P., Lazarini, H., Melo, A. G. S. de, Melo, C. M. de, & Libos, M. (2016). ASPECTOS HÍDRICOS E EPIDEMIOLÓGICOS DA TRANSMISSÃO DA ESQUISTOSSOMOSE EM ÁREA TURÍSTICA DE ALAGOAS. Interfaces Científicas - Saúde E Ambiente, 4(2), 35–42. https://doi.org/10.17564/2316-3798.2016v4n2p35-42