O mangangá (Xylocopa spp., Apidae) como polinizador do maracujá-amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deneger, Passifloraceae) na percepção dos moradores de Gameleira do Dida, Campo Formoso, Bahia, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.17564/2316-3798.2012v1n1p19-29

Autores

  • Marcos Reis Santos Mestre em Zoologia pela Universidade Estadual de Feira de Santana
  • Eraldo Medeiros Costa-Neto UEFS

Palavras-chave:

Xylocopa, etnoentomologia, manejo, conhecimento tradicional.

Publicado

2012-09-29

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Artigos

Resumo

As abelhas conhecidas como mangangás desempenham papel como polinizadoras de diversas espécies vegetais com flores grandes. O presente estudo registra o conhecimento e manejo populares do mangangá como polinizador do maracujá-amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deneger, Passifloraceae). O trabalho de campo foi realizado na comunidade de Gameleira do Dida, localizada no município de Campo Formoso, norte da Bahia, entre os meses de outubro de 2009 a julho de 2010. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas abertas e semi-estruturadas. A maioria das entrevistas foi gravada digitalmente. Constatou-se que os informantes verificaram os impactos positivos sobre a ação de mangangás nas culturas de maracujá. Eles observam e conhecem aspectos relacionados ao inseto, como morfologia, ecologia trófica, comportamento de forrageamento, polinização, ritmos diários de visitação nas flores e reprodução. Na dimensão comportamental fazem o uso dos mangangás no manejo da cultura do maracujá, quando troncos com ninho desses insetos são colocados nas mediações das plantações viando ao aumento da produtividade. Os resultados favorecem a elaboração de planos de manejo, envolvendo os conhecimentos etnobiológicos, garantindo a conservação dos espécimes polinizadores de plantas da caatinga.

Como Citar

Santos, M. R., & Costa-Neto, E. M. (2012). O mangangá (Xylocopa spp., Apidae) como polinizador do maracujá-amarelo (Passiflora edulis Sims f. flavicarpa Deneger, Passifloraceae) na percepção dos moradores de Gameleira do Dida, Campo Formoso, Bahia, Brasil. Interfaces Científicas - Saúde E Ambiente, 1(1), 19–29. https://doi.org/10.17564/2316-3798.2012v1n1p19-29