A segurança da mobilização precoce em pacientes críticos: uma revisão de literatura

Caroline Mascarenhas Mota, Vanessa Gonçalves da Silva

Resumo


A imobilidade pode causar várias complicações que influenciam na recuperação de doenças críticas, incluindo atrofia e fraqueza muscular esquelética. Esse efeito pode ser reduzido com a realização de mobilização precoce no ambiente da UTI (Unidade de Terapia Intensiva), devendo ser considerados fatores neurológicos, circulatórios e respiratórios para a realização de uma mobilização precoce segura. Diante disso, este artigo tem como objetivo revisar a segurança da mobilização precoce em pacientes internados em uma UTI. Foi realizada uma revisão bibliográfica através de uma busca nas bases de dados Medline (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), Lilacs (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Scielo (Scientific Eletronic Library Online). A pesquisa bibliográfica resultou na obtenção de trinta e um artigos completos, dos quais foram incluídos aqueles que tinham relevância a cerca do tema em questão e selecionados cinco artigos a partir do critério de inclusão, os quais foram agrupados em uma tabela para a apresentação dos resultados. A quantidade de mobilizações realizadas encontrava-se entre 69 e 1449 sessões. A maioria dos artigos usou como critérios de mobilização os circulatórios, respiratórios e neurológicos. O tipo de atividade variou de movimento passivo à deambulação. Ocorreram eventos adversos em, apenas, 0,96% a 4,3% de todas as atividades realizadas. Com essa revisão foi constatada que a mobilização precoce é uma intervenção segura, que pode ser realizada em pacientes críticos internados em uma UTI.

Palavras-chave


Imobilidade; Mobilização Precoce; Unidade de Terapia Intensiva

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DOI: http://dx.doi.org/10.17564/2316-3798.2012v1n1p83-91


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