Caminhos de devoções: confrarias de homens de cor em Sergipe oitocentista

Ane Luise Silva Mecenas Santos, Magno Francisco de Jesus Santos, Daniel Daniel Rito, Rogério Graça Freire

Resumo


Na sociedade brasileira oitocentista as festas representavam um dos principais momentos de congregação social. Em Lagarto, vila sergipana que se destacava pela produção agrícola, não ocorria diferente. Os festejos em torno de santos padroeiros movimentavam a pacata localidade. Divididos em irmandades e confrarias, a sociedade oitocentista redefiniu as espacialidades dos núcleos urbanos que estavam se formando no país, demarcando territorialidades e legitimando seus respectivos grupos com a organização de festividades de oragos com traços imponentes da estética barroca. Com o repicar dos sinos de suas igrejas, com os tocheiros e velas, com as charolas decoradas com flores e anjos, saíam as procissões pelas ruas das cidades e vilas, sob o som estridente dos fogos. Era a religiosidade popular reafirmando os laços identitários e redefinindo os lugares sociais no interior do Império.

Palavras-chave


Irmandade. Sergipe. Negros.

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