O IMPACTO DAS ÁREAS DEGRADADAS NA DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DO ZIKA VÍRUS: UM ESTUDO DE CASO

Diego Freitas Rodrigues, Pedro Henrique Barcellos, Leticia Maria da Silva

Resumo


O Zika vírus é um arbovírus que tem como vetor principal o mosquito Aedes aegypti e a doença tem ganhado importância devido à ampla disseminação em território nacional, incluindo o estado de Alagoas. O presente trabalho levanta a hipótese de que uma maior proporção de áreas degradadas no perímetro urbano contribui diretamente para o aumento no número de caso de pessoas infectadas pelo mosquito Aedes Aegypti. Com base nos casos notificados de Zika vírus no ano de 2016, foi empregada uma metodologia de pesquisa mista para identificar espacialmente e mensurar a incidência de casos de arboviroses em municípios selecionados, verificando se há correlação estatística-espacial entre a concentração das arboviroses notificadas e as áreas degradadas mapeadas por este estudo. Para quantificar as áreas degradadas desses dois municípios, foram utilizadas imagens de satélite obtidas pelo software livre Google Earth Pro. Também foi utilizada estatística descritiva para apresentar indicadores de saúde ambiental como a taxa de esgotamento sanitário, abastecimento de água e coleta de lixo, sendo esses dados provenientes de fontes secundárias. Os resultados apontam uma associação direta entre a distribuição de casos notificados de arboviroses e a maior concentração de áreas degradadas nos municípios avaliados.

Palavras-chave


Áreas Degradadas; Zika Vírus; Saúde Urbana

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DOI: http://dx.doi.org/10.17564/2316-3798.2018v7n1p27-36


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