ANÁLISE TEMPORAL DOS CASOS DE ESQUISTOSSOMOSE EM MUNICÍPIOS ENDÊMICOS NA PARAÍBA, BRASIL

Bárbara Renata Silveira de Moura, Bruna Jovane Amorim Landim, Raphael Alves de Freitas, Allan Batista Silva, Juliana Sousa Soares de Araújo

Resumo


A esquistossomose é um problema de saúde pública que acomete todo o Brasil, em especial a região Nordeste. Assim sendo, objetivou-se analisar o comportamento dos casos de esquistossomose notificados pelo PCE correspondentes aos anos de 2005 a 2014 na Paraíba. Trata-se de uma análise ecológica descritiva de série temporal, de caráter quantitativo, cujos dados foram obtidos no SISPCE, disponibilizados pelo DATASUS. Para a análise dos dados foi utilizado o programa SPSS, versão 20. Observou-se que o percentual de positividade aumentou significativamente de 5,15% em 2005 para 10,20% em 2014. E o percentual de casos tratados que em 2005 correspondia a 75,66% sofreu brusca redução atingindo em 2014 o patamar mínimo de 32,20%, enquanto o percentual de casos não tratados por ausência aumentou no estado da Paraíba tendo seu maior valor em 2012 com um percentual de 41,60%. Os municípios paraibanos em que houve aumento do percentual de não tratados por ausência foram: Alhandra, Conde, João Pessoa, Lucena, Pitimbu, Rio Tinto e Sapé, nos demais, observou-se uma redução. Esses dados reforçam a necessidade de políticas públicas mais incisivas no controle da esquistossomose que enfoquem a educação em saúde como medida para erradicar a endemia.

Palavras-chave


Esquistossomose;Schistosoma mansoni; Atenção Primária à Saúde

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DOI: http://dx.doi.org/10.17564/2316-3798.2018v7n1p61-70


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