ANÁLISE DA PREMATURIDADE NOS EXTREMOS DA IDADE REPRODUTIVA

Ana Paula Rebelo Aquino Rodrigues, Larissa Beatriz Bomfim dos Santos, Mayra Paula Santos Castela, Alba Maria Bomfim de França, Fernanda Demutti Pimpão

Resumo


A prematuridade é decorrente de circunstâncias diversas e, por vezes, imprevisíveis associadas a fatores epidemiológicos e obstétricos, acarretando assim um alto custo social e financeiro. A prematuridade é definida como aquela em que a gravidez se interrompe antes da 37ª semana de idade gestacional, mais precisamente entre a 22ª e a 36ª semana e 6 dias de gestação. Neste sentido, o estudo tem como objetivo analisar os fatores associados à prematuridade nos extremos da idade reprodutiva. Trata-se de um estudo transversal, descritivo, retrospectivo, de campo com abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada na Maternidade Escola Santa Mônica (MESM) composta de 139 prontuários de mulheres nos extremos da idade reprodutiva que tiveram partos prematuros. Os dados foram coletados entre os meses de fevereiro a abril de 2014 por intermédio de questionários preenchidos pelas pesquisadoras, foram incluídas na pesquisa prontuários de mulheres nos extremos da idade reprodutiva que tiveram partos prematuros, na MESM no ano de 2012. Observou-se que das 139 mulheres que compõem a amostra, 118 eram adolescentes, dessas 86% primíparas, enquanto as mulheres acima dos 35 anos (21 pacientes), 20% das mesmas encontravam-se na quinta gestação (multíparas). Quanto à idade gestacional até o momento do parto, as maiores taxas de ambos os extremos se mantiveram entre 34 e 36 semanas, sendo 60% das adolescentes e 38% das gestações tardias. Constatou-se que as variáveis relacionadas à idade que implicaram no trabalho de parto prematuro foram aborto prévio, primiparidade, sofrimento fetal, infecções do trato urinário e cobertura pré-natal inadequada.

Palavras-chave


Enfermagem, Parto Prematuro, Idade Materna.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.17564/2316-3798.2015v3n3p65-78


Indexada em: