A EXPERIÊNCIA DA ORGANIZAÇÃO DAS MULHERES INDÍGENAS DE RORAIMA: UMA REFLEXÃO SOBRE MULTICULTURALISMO A PARTIR DAS CONTRIBUIÇÕES DE SUSAN OKIN

NATHALIA FERNANDES LIMA, BARBARA DANIELLA LAGO MODERNELL, DENISE ALMEIDA DE ANDRADE, SOLANGE TELES DA SILVA

Resumo


O presente artigo tem como objetivo, a partir dos conceitos de gênero, público e privado e multiculturalismo, compreender a proposta de Susan Moller Okin sobre a incompatibilidade entre feminismo e multiculturalismo, considerando-se a experiência da organização das mulheres indígenas de Roraima. Partiu-se da construção social do gênero e suas implicações na divisão desigual do trabalho, para entender como isso contribuiu para a divisão das esferas público e privado, e manutenção da sociedade patriarcal. Buscou-se compreender como essa divisão afeta o direito das mulheres em grupos minoritários, por meio de uma análise sobre o movimento das mulheres indígenas no Estado de Roraima, no norte do Brasil, bem como apontar uma alternativa para o problema apresentado por Okin. Por fim, entende-se ser igualmente necessárias a proteção da identidade dos grupos minoritários e a garantia de espaços igualitários nos grupos minoritários étnicos. Desta forma, a inclusão das mulheres nos espaços de poder e tomada de decisão nestes grupos deve ser compatibilizada com o respeito à relevância que essa mulher confere ao seu pertencimento ao grupo.

Palavras-chave


Feminismo; multiculturalismo; gênero; mulheres indígenas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17564/2316-3801.2017v6n2p87-98