AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE ESTRESSE EM ACADÊMICOS DE MEDICINA

Letícia Dayane de Lima, Laianne Vales Silva, Viviane Ramalho de Souza

Resumo


Introdução: a formação em medicina em seu desenvolvimento pode configurar-se como um período de vulnerabilidade ao estresse, devido às implicações de mudanças na postura pessoal e profissional mediante as novas atividades a serem desempenhadas. Objetivo: o presente artigo tem como objetivo identificar o nível de estresse e as estratégias de enfrentamento dos acadêmicos de medicina. Trata-se de uma pesquisa de campo com coleta de dados e abordagem quantitativa. Método: a amostra da pesquisa foi não probabilística por conveniência, com 35 alunos do 6º período do curso de medicina de uma Universidade particular na cidade de Maceió/AL do semestre 2018.1. Os mesmos foram submetidos à aplicação do Inventário de Causas e Estratégias para Lidar com o Estresse – Breve ICES. Resultados: foram verificados os resultados das escalas de estresse e equilíbrio das estratégias de enfrentamento utilizadas pelos estudantes, obedecendo à escala proposta pelo inventário. No qual apontou que 23% possuem indíce regular e 71% enquadram-se em preocupante, sendo decorrência da falta de equilíbrio entre o nível estresse e as estratégias de enfrentamento utilizadas. Conclusão: portanto, sugere-se o planejamento de ações voltadas à saúde e bem-estar desse público-alvo.

Palavras-chave


Nível de estresse. Acadêmicos de medicina. Estratégias de enfrentamento.

Texto completo:

PDF

Referências


BARBOSA, R. R. Estudo sobre Estilos de Vida e Níveis de Estresse em Estudantes de Medicina. International Journal of Cardiovascular Sciences, pp.313-319, 2015. Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2017.

BRASIL, Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº. 466, de 12 de dezembro de 2012. Resolve aprovar diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Disponível em: . Acesso em: 30 de Ago. 2017.

FEITOSA, F.B. Habilidades sociais e sofrimento psicológico. Arquivos Brasileiros de Psicologia, Rio de Janeiro, n. 651, 2013, pp.38-50. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2017.

FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila, p. 1-127. Disponível em: . Acesso em: 27 de Ago. 2017.

KIRCHNER, R. M.; STUMM, E. M. F.; BERTHOLO, L. C. Análise de correspondência aplicada a indicadores de estresse e mecanismos de enfrentamento em docentes. Simpósio Brasileiro de Pesquisa Operacional – SBPO, 2005, p. 471 – 480. Disponível em:< http://www.din.uem.br/sbpo/sbpo2005/pdf/arq0201.pdf>. Acesso em: 25 ago. 2017.

LIMA, R. L. et al. Estresse do estudante de medicina e rendimento acadêmico. Revista Brasileira de Educação Médica: núcleo de estudos em saúde coletiva da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, n. 404, pp.678-684, 2016. Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2017.

MEYER, C. et al. Qualidade de vida e estresse ocupacional em estudantes de medicina. Revista Brasileira de Educação Médica, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, pp. 489-498; 2012. Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2017.

NETO, A. R. N. Técnicas de respiração para a redução do estresse em terapia cognitivo-comportamental. Arq. Med. Hosp. Fac. Cienc. Med. Santa Casa, São Paulo, 2011; pp.158-168.

PEREIRA, G. A. Prevalência de Síndromes Funcionais em Estudantes e Residentes de Medicina. Revista Brasileira de Educação Médica, pp. 395-400, 2015. Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2017

QUERIDO, I. A. et al. Fatores associados ao estresse no internato médico. Revista Brasileira de Educação Médica, São Paulo, p.565-573, 21 dez. 2015. Disponível em: . Acesso em: 24 ago. 2017.

RAHE R. H. International Stress Management Association (ISMA – BR). Teste o seu nível de stress, 2001. Disponível em: . Acesso em: 27 de Ago. 2017.

RANGÉ, B. et al. Estresse: aspectos históricos, teóricos e clínicos. In:___ Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais: um diálogo com a psiquiatria. 2ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.

ROSSI, A. M. Breve Inventário de Causas e Estratégias para Lidar com o Estresse (Breve ICES). 2005. Disponível em: . Acesso em: 22 de Ago. 2017.

TENÓRIO, L. P. et al. Saúde mental de estudantes de escolas médicas com diferentes modelos de ensino. Revista Brasileira de Educação Médica, Universidade Federal de Sergipe, Aracajú, pp.574-582, 2016. Disponível em: . Acesso em: 29 ago. 2017.

ZONTA, R; ROBLES, A. C. C; GROSSEMAN, S. Estratégias de Enfrentamento do Estresse Desenvolvidas por Estudantes de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina. Revista Brasileira de Educação Médica, Porto Alegre, v. 3, n. 30, pp.147-153, 2006. Disponível em: . Acesso em: 20 jun. 2018.