O PLANTÃO PSICOLÓGICO PRATICADO NA ESCOLA SOB A PERSPECTIVA DA ABORDAGEM CENTRADA NA PESSOA: UMA REVISÃO NARRATIVA

Lirani Firmo Da Costa Souza, Mayara Cristina Da Silva Lima, Sandra Patrícia Lamenha Peixoto, Marcelo Góes Tavares

Resumo


O Plantão Psicológico consiste num serviço de acolhimento que visa responder a uma demanda de ajuda psicológica, podendo também ser realizado na escola. Quando fundamentado na Abordagem Centrada na Pessoa de Rogers, terá três pressupostos básicos: a disponibilidade incondicional; a escuta esclarecedora e facilitadora e as possibilidades de desdobramentos que o encontro poderá tomar. Diante disso, o presente artigo objetiva discutir como o Plantão Psicológico pode ser praticado dentro da escola na perspectiva da Abordagem Centrada na Pessoa, utilizando a metodologia de revisão narrativa em bases de dados. Este serviço poderá ser utilizado para auxiliar a escola a lidar com as mais variadas problemáticas, como: a falta de motivação dos alunos; os problemas emocionais; a violência, o bullying, a autolesão e o suicídio, as questões de gênero, preconceito e práticas discriminatórias. Portanto, o Plantão Psicológico constitui-se numa das formas de atuação que o psicólogo escolar e educacional pode desenvolver dentro da escola, ofertando um espaço de acolhimento e de escuta, proporcionando espaços dialógicos onde os sujeitos compartilham suas angústias e sofrimentos e promovam o autoconhecimento e a inclusão.

Palavras-chave


Plantão. Psicologia. Psicologia Educacional. Abordagem Centrada na Pessoa.

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA. R. S. et al. A Prática da automutilação na adolescência: o olhar da psicologia escolar/ educacional. Cadernos de Graduação: Ciências Humanas e Sociais, v. 4, n. 3. Maceió/AL, Maio, 2018, p. 147-160. Disponível em: . Acesso em 28 Ago. 2018.

ALMEIDA, T. C. et al. Plantão psicológico: uma escuta no contexto educacional. Disponível em: . Acesso em 21 Jul. 2018.

AMORIM, F. B. T.; ANDRADE, A. B.; BRANCO, P. C. C. Plantão psicológico como estratégia de clínica ampliada na atenção básica em saúde. Contextos Clínicos, v. 8 n. 2, Juazeiro do Norte/ CE, Dez. 2015, p. 141-152. Disponível em: . Acesso em 09 Jul. 2017.

ANACHE, A. A. O Psicólogo nas redes de serviços de educação especial: desafios em face da inclusão. In: MARTINEZ, A. M. (Org.). Psicologia escolar e compromisso social: novos discursos, novas práticas. 2ª ed. Campinas/ SP: Alínea, 2007, p. 115-132.

AUN, H. A.; MORATO, H. T. P. Atenção psicológica em instituição: plantão psicológico como cartografia clínica. In: MORATO, H. T. P.; BARRETO, C. L. B. T.; NUNES, A. P.(Orgs.). Aconselhamento psicológico numa perspectiva fenomenológica existencial: uma introdução. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015, p. 121-137.

BARROS, W. M. S. O Preconceito e suas implicações práticas na escola e a atuação do psicólogo neste contexto. 2012, 127f. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Psicologia). Faculdade de Ciências da Educação e da Saúde. Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2012. Acesso em: . Acesso em 06 Out. 2018.

BEZERRA, E. N. Plantão psicológico como modalidade de atendimento em psicologia escolar: limites e possibilidades. Estudos e Pesquisas em Psicologia, v. 14, n. 1. Rio de Janeiro, Nov. 2014, p. 129-143. Disponível em: . Acesso em 21 Jul. 2018.

BOCK, A. M. B.; FURTADO, O.; TEIXEIRA, M. L. T. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 14ª ed. São Paulo: Saraiva, 2008.

BOTELHO, L. L. R.; CUNHA, C. C. A.; MACEDO, M. O Método da revisão integrativa nos estudos organizacionais. Gestão e Sociedade, v. 5, n. 19, Belo Horizonte, Nov. 2011, p. 121-136. Disponível em: . Acesso em 24 Jan. 2018.

CAUTELLA JUNIOR, W. Do Inominável á pro-ducção de sentido: o plantão psicológico em hospital geral como utensílio para a metaforização da crise pelo trágico. 2012, 272f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Instituto de Psicologia. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012. Disponível em: . Acesso em 08 Fev. 2018.

CORREIA, M. F. B.; RODRIGUES, L. F. As ações dos psicólogos em seus relacionamentos com demandas educacionais. In: BEZERRA, H. J. S. (Org.). Psicologia escolar e educacional: reflexões no contexto da educação básica. Maceió: Edufal, 2015, p. 13-38.

FERRO, A. S.; ANTUNES, A. A. Plantão psicológico: a construção de um “Pro-jeto” sobre as vicissitudes humanas no espaço educacional, narrando a intertextualidade de uma experiência psicológica no instituto federal de Goiás. Revista Eixo, v. 4, n. 1, Brasília/ DF, Jun. 2015, p. 75-80. Disponível em: . Acesso em 21 Jul. 2018.

FRIEDBERG, R. D.; McCLURE, J. M. A Prática clínica de terapia cognitiva com crianças e adolescentes. Porto Alegre: Artmed, 2004.

MAHFOUD, M. Plantão psicológico na escola: uma experiência. In: MAHFOUD, M. et al. (Org.). Plantão psicológico: novos horizontes. 2 ed. São Paulo: Companhia Ilimitada, 2012, p. 45-63.

MAHFOUD, M. et al. Plantão psicológico na escola: presença que mobiliza. In: MAHFOUD, M. et al. (Org.). Plantão psicológico: novos horizontes. 2ª ed. São Paulo: Companhia Ilimitada, 2012, p. 65-95.

MAIA, A. C. B.; NAVARRO, C.; MAIA, A. F. Relações entre gênero e escola no discurso de professoras do ensino fundamental. Psicologia da Educação, v. 32, s/n, São Paulo, s/m, 2011, p. 25-46. Disponível em: Acesso em 05 Ago. 2018.

MARAVIESKI, S.; SERRALTA, F. B. Características clínicas e sociodemográficas da clientela atendida em uma clínica-escola de Psicologia. Temas em Psicologia, v. 19, n. 2, Canoas/RS, Dez. 2011, p. 481-490. Disponível em: . Acesso em 07 Dez. 2017.

OLIVEIRA, R. G. O. Uma experiência de plantão psicológico à polícia militar do estado de São Paulo: reflexões sobre sofrimento e demanda. 2005, 141f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Instituto de Psicologia. Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. Disponível em: . Acesso em 08 Fev. 2018.

OLIVEIRA, R. G. O.; MORATO, H. T. P. Uma experiência de plantão psicológico à polícia militar do estado de São Paulo: articulando compreensões. In: In: MORATO, H. T. P.; BARRETO, C. L. B. T.; NUNES, A. P. (Orgs.). Aconselhamento psicológico numa perspectiva fenomenológica existencial: uma introdução. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015, p. 139-145.

PAPALIA, D. E.; FELDMAN, R. D. Desenvolvimento humano. 13ª ed. Porto Alegre: AMGH, 2013.

RIBEIRO, M. A. T.; MARTINS, M. H. M.; LIMA, J. M. A Pesquisa em base de dados: como fazer?. In: LANG, C. E. et al. Metodologias: pesquisas em saúde, clínica e práticas psicológicas. Maceió: Edufal, 2015, p. 61-83.

ROCHA, M. C. Plantão psicológico e triagem: aproximações e distanciamentos. Revista do Núfen, v. 1, n. 1, São Paulo, Jul. 2011, p. 119-134. Disponível em: < pepsic.bvsalud.org/scielo.phpscriptsciarttext&pidS2175>. Acesso em 05 Jul. 2017.

ROGERS, C. R. Um jeito de ser. São Paulo: E.P.U. 1983, p. 38.

____________.; KINGET, G. M. Psicoterapia e relações humanas: teoria da terapia não-diretiva. Belo Horizonte: Interlivros, 1977. (2 Vols.).

____________. Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

ROSENTHAL, R. W. O Plantão de psicólogos no instituto sedes sapientiae: uma proposta de atendimento aberto à comunidade. In: MAHFOUD, M. et al. (Org.). Plantão psicológico: novos horizontes. 2ª ed. São Paulo: Companhia Ilimitada, 2012, p. 31-44.

SCHEEFFER, R. Aconselhamento psicológico: teoria e prática. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 1983.

SCHMÍDT, M. L. S. Aconselhamento psicológico: questões introdutórias. In: ROSENBERG, R. L. (Org.). Aconselhamento psicológico centrado na pessoa. São Paulo: EPU, 1987, p. 14-23.

_______________. Plantão psicológico, universidade pública e serviço de saúde mental. Estudos de Psicologia, v. 21, n. 3, Campinas, Dez. 2004, p. 173-192. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/estpsi/v21n3/v2.pdf>. Acesso em 14 Jul. 2017.

_________________. O Nome a taxonomia e o campo do aconselhamento psicológico. In: MORATO, H. T. P.; BARRETO, C. L. B. T.; NUNES, A. P. (Orgs.). Aconselhamento psicológico numa perspectiva fenomenológica existencial: uma introdução. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015, p. 1-21.

SCHULTZ; D. P.; SCHULTZ, S. E. Teorias da personalidade. 10ª ed. São Paulo: Cengage Learning, 2015, p. 267-284.

SCORSOLINI-COMIN, F. Plantão psicológico centrado na pessoa: intervenção etnopsicológica em terreiro de Umbanda. Temas em Psicologia, v. 22, n. 4, Ribeirão Preto, Dez. 2004, p. 85-89. Disponível em: . Acesso em 06 Fev. 2018.

_____________________. Aconselhamento psicológico: aplicações em gestão de carreiras, educação e saúde. São Paulo: Atlas, 2015, p. 1-18.

SZYMANSKI, H. Plantão psicoeducativo: novas perspectivas para a prática e pesquisa em psicologia da educação. Psicologia da Educação, v. 19, n. 2, São Paulo, Nov. 2004, p. 169-182. Disponível em: . Acesso em 24 Jul. 2018.

TASSINARI, M A. Plantão psicológico centrado na pessoa como promoção de saúde no contexto escolar. 1999, 155f. Dissertação (Mestrado em Psicologia). Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1999. Disponível em: . Acesso em: 08 Fev. 2018.

______________. A clínica da urgência psicológica: contribuições da abordagem centrada na pessoa e da teoria do caos. 2003, 243 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2003. Disponível em: . Acesso em 06 Jul. 2017.

______________.; DURANGE, W. Plantão Psicológico e sua inserção na contemporaneidade. Revista do Núfen, v. 01, n. 01, São Paulo, Jul. 2011, p. 41-64. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org//rnufen/v3/4.pdf>. Acesso em 08 Fev. 2018.

______________. Desdobramentos clínicos das propostas humanistas em processos de Promoção da Saúde. Estudos e Pesquisas em Psicologia, v. 12 n. 3, Rio de Janeiro, Out. 2012, p. 911-923. Disponível em: . Acesso em 08 Fev. 2018.

VENDRAMEL, M. C.; POCAIA, P. O. F.; SANTOS, L. S. A Importância do plantão psicológico no ambiente escolar. 2017. Disponível em: . Acesso em 24 Jul. 2018.

ZANONI, M. R. L. Plantão psicológico em um serviço universitário de psicologia: a experiência de aprimorandas. 2008, 82f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Pontífica Universidade Católica de Campinas, Campinas, 2008. Disponível em: