HISTERIA: O QUE MUDOU NA PÓS-MODERNIDADE?

Gabriela Costa Moura, Andressa Francislayne da Silva, Andreza de Morais Silva, Daniella Alves Rodrigues, Pedro Sodré Brasil, Raissa Ellen Barbosa Cabral, Thallyta Rickelle de Souza Braga

Resumo


O presente artigo carrega em seu âmago o estudo sobre a histeria na contemporaneidade. Neste far-se-á breve relato acerca de seu surgimento, este que, a saber, deu-se no século XIX, a partir das ideias de Sigmund Freud – na época um jovem médico recém-formado – que causaram certas contendas ao considerar que a neurose traria em sua origem um teor sexual. Ainda segundo os estudos freudianos, este que contou com a colaboração de inúmeros estudiosos de sua época, os quais serão devidamente reconhecidos a partir do presente material, deu-se a definição do termo histeria, subdividindo-a em quatro tipos distintos, a partir dos sintomas que lhes são mais característicos. Realizada a revisão de literatura inicialmente, a partir dos textos freudianos, viu-se, então, a importância de se recorrer a materiais recentes que têm em seu teor o tema supracitado. Neste contexto, foi verificada a preocupação de alguns escritores contemporâneos acerca dos estudos sobre a doença, haja vista a exclusão do termo num dos mais importantes manuais diagnósticos utilizados por profissionais da área de psicologia – DSM V – o que, segundo estes autores, pode dificultar o diagnóstico do paciente e, consequentemente, comprometer o andamento do tratamento a ser realizado. Contudo, pôde-se perceber que, apesar do ocorrido, muitas das principais características da neurose histérica permanecem inalteradas ao passar dos tempos; demonstrando, assim, sua atemporalidade e capacidade de adaptar-se aos mais vastos contextos; mas, sobretudo, mantendo-se fiel às raízes que lhe foram fincadas por seu precursor.

Palavras-chave


Psicanálise. Histeria. Contemporaneidade.

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