A INFLUÊNCIA DO CONTEXTO SÓCIO-CULTURAL NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR EM CRIANÇAS COM CEGUEIRA CONGÊNITA

Maria Fátima Pereira dos Santos, Amandy Machado de Magalhães Peixoto, Darnise Barros Silva, Jarede do Nascimento Silva

Resumo


  O presente artigo buscou estudar a influência do contexto sociocultural no núcleo familiar, no processo de desenvolvimento psicomotor em crianças com cegueira congênita. Fundamentado na teoria sócio-histórica de Vigostski, que enfatiza a importância do meio social de maneira significante para o desenvolvimento psicomotor das crianças, e em especial nas crianças com cegueira congênita, com faixa etária de 0-5anos. Sendo a visão um dos responsáveis pela captação dos estímulos provindos do meio exterior, sua ausência suprime dessas crianças a principal porta de entrada para o seu desenvolvimento, fazendo com que elas necessitem de uma estimulação multissensorial, que através da mediação, passa a aguçar o desenvolvimento dos sentidos remanescentes intactos. Utilizou-se o método de revisão bibliográfica, tendo como fonte de pesquisa, livros, artigos científicos e bases eletrônicas de dados. Foram selecionados alguns relatos e estudos de caso que evidenciam a relação direta entre a estimulação provinda do meio social e o desenvolvimento psicomotor das crianças com cegueira congênita, os quais foram importantes para a conclusão deste artigo.

 

 


Palavras-chave


Contexto Sociocultural. Desenvolvimento Psicomotor. Cegueira Congênita.

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, G. P. Teoria e prática em psicomotricidade: jogos, atividades lúdicas, expressão corporal e brincadeiras infantis. 6 ed. Rio de Janeiro: Wak Ed., 2009.

ALVES, F. Psicomotricidade: corpo, ação e emoção. 4 ed. Rio de Janeiro: Wak, 2008.

AMIRALIAN, M.L.T.M. A construção do eu de crianças cegas congênitas. 2007. Disponível em: < http://pepsic.bvsalud.org/pdf/nh/v9n1/v9n1a05.pdf> Acesso em: 21 de setembro de 2012.

BARROCO, Sonia M. S. A educação especial do novo homem soviético e a psicologia de L. S. Vygotski: implicações e contribuições para a psicologia e a educação atuais. 2007. Tese (doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Campos de Araraquara, São Paulo. Disponível em: Acesso em: 10 de novembro de 2012.

BRITO, P. R.; VEITZMAN, S. Causas de cegueira e baixa visão em crianças. BRAS. OFTAL. 63(1), Fevereiro, 2000. Disponível em: Acesso em: 15 de abril de 2013.

BUENO, J. M. Psicomotricidade, teoria e prática: Estimulação, educação e reeducação psicomotora com atividades aquáticas. São Paulo: ed. Lovise, 1998.

BUENO, S. T. Motricidade e deficiência visual. In: MARTÍN, M.B.; BUENO, S. T. org. Deficiência visual: aspectos psicoevolutivos e educativos, ed. Santos, São Paulo: 2003.

COBO, A. D.; RODRIGUEZ, M.G.; BUENO, S. T. Desenvolvimento cognitivo e deficiência visual. In: MARTÍN, M. B. Deficiência visual: aspectos psicoevolutivos e educativos. São Paulo: ed. Santos, 2003.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

FIGUEIRA, M.M.A. Assistência fisioterápica à criança portadora de cegueira congênita. 1996. Disponível em: Acesso em: 21 de setembro de 2012.

FONSECA, V. Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. Porto Alegre, Artmed, 2008.

FRANÇA, M. L. P. Crianças cegas e videntes na educação infantil: características da interação e proposta de intervenção. Universidade Federal de São Carlos. Centro de Educação e ciências humanas. Programa de Pós Graduação em educação especial. São Carlos, 2008. Disponível em: Acesso em: 27 de Abril de 2013.

JOENK, I. K. Uma Introdução ao Pensamento de Vygotsky. 2002. Disponível em: Acesso em: 06 de Março de 2013.

LERMONTOV, T. A Psicomotricidade na Ecoterapia. Aparecida, São Paulo: Idéias e letras, 2004.

LUSSAC, R. M. P. Psicomotricidade: história, desenvolvimento, conceitos, definições e intervenção profissional. Revista Digital. Buenos Aires. 13º ano. n. 126. Novembro de 2008.

Disponível em: Acesso em: 13 de Outubro de 2012.

MACHADO, F. S.; TAVARES, H. M. Psicomotricidade: da prática funcional à vivenciada. Revista Católica, Uberlândia, v.2, n.3, p. 364-379, 2010.

MOLL, L. C. Introdução. In: L. C. MOLL (Org.) Vygotsky e a educação: Implicações pedagógicas da Psicologia Sócio-histórica. Porto Alegre: Artes Médicas, p. 3-27, 1996.

NUERNBERG, A. H. Contribuições de Vigotski para a educação de pessoas com deficiência visual. 2008. Disponível em: Acesso em: 10 de setembro de 2012.

OLIVEIRA, M. K.; REGO, T. C. Vygotsky e as complexas relações entre cognição e afeto. In: ARANTES, V.A. Afetividade na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 2003.

OLIVEIRA, G. C. Psicomotricidade: Educação e Reeducação num enfoque Psicopedagógico. 5. edição. Petrópolis: Editora Vozes, 2001.

RABELLO, E. T. e PASSOS, J. S. Vygotsky e o desenvolvimento humano. 2009 Disponível em: Acesso em: 06 de Março de 2013.

RODRIGUES, M. R. C.; Macário, N. M. Estimulação Precoce: sua contribuição no desenvolvimento motor e cognitivo da criança cega congênita nos dois primeiros anos de vida. Abril de 2002. Disponível em: Acesso em: 27 de Abril de 2013.

SÁNCHEZ, A. P. A psicomotricidade na educação infantil: uma prática preventiva e educativa. Porto Alegre: Artmed, 2003.

TELFORD, C. W. O indivíduo excepcional. 5. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara, 1988.

VIGOTSKI, L. S. Interação entre aprendizado e desenvolvimento. In: L. S. Vygotsky. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes. 1984 p. 89-103 (publicado originalmente em 1935).