OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DE SAÚDE DESENCADEADOS PELO ENFRENTAMENTO DO PROCESSO DE MORTE E MORRER: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

André Ferreira da Silva, Cleane Maria Bulhões, Andressa Lima Cavalcante, Laíse Gabrielly Matias de Lima Santos, Ana Paula Miyazawa, Ironaide Ribas Pessoa, Edilma Fernandes Fireman

Resumo


 O enfrentamento do processo de morte e morrer pode gerar no profissional de saúde um sentimento de fracasso, que quando não é bem assimilado se reflete em problemas de saúde. Esta pesquisa teve por objetivo, identificar e descrever estes problemas, através de revisão integrativa de natureza descritiva e abordagem qualitativa. O levantamento de dados foi feito em bases de dados como Scielo (Scientific Electronic Library Online), Lilacs (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Reben (Revista da sociedade Brasileira de Enfermagem) e Texto Contexto de Enfermagem, bem como do acervo da biblioteca do Centro Universitário Tiradentes. Não foram encontrados artigos que apontassem a morte como um evento específico gerador de problemas, mas sim associado a outros fatores como a sobrecarga de trabalho e pressão no ambiente hospitalar. A amostra constituiu-se de 06 artigos produzidos entre 2001 e 2014, que evidenciaram o estresse e a síndrome de burnout como os principais problemas de saúde enfrentados por  enfermeiros que vivenciam a morte no cotidiano de trabalho.  Percebe-se a relevância deste estudo dada a escassez de trabalhos que abordam o enfrentamento do processo de morte e morrer como um fator capaz de gerar problemas de saúde nos profissionais de saúde.


Palavras-chave


Negação da morte, enfermagem hospitalar, enfrentar a morte.

Texto completo:

PDF

Referências


ABRANTES, M. J. G. et al. O significado da morte de pacientes para profissionais de enfermagem. Rev enferm UFPE on line, v.5, n.1, p.37-44, 2011. Disponível em: . Acesso em: 12 jun. 2013.

AFONSO, S. B. C. Sobre a morte e o morrer [resenha]. Cien Saude Colet, v.18, n.9, p.2781-2782, 2013.

AGUIAR, I. R. et al. O envolvimento do enfermeiro no processo de morrer de bebês internados em unidade neonatal. Acta Paul Enferm, Fortaleza, v.10, n.2, p. 131- 137. Disponível em: . Acesso em: 12 jun. 2013.

ANDRADE, M. M. Introdução à metodologia do trabalho científico. 10. ed. São

Paulo: Atlas, 2010.

BATISTA, K. M.; BIANCHI, E. R. F. Estresse do enfermeiro em unidade de emergência. Rev Latino-am. Enfermagem, São Paulo, v.14, n.4, p.434-538, 2006. Disponível em: . Acesso em: 14 jun. 2013.

BENINCÁ, C. R. Cuidado e morte do idoso no hospital-vivência da equipe de enfermagem. RBCEH-Rev. Bras. De Ciências do Env. Humano, Passo Fundo, v.17, n. 29, p.17-29, 2005. Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2013.

BEZERRA, R. P.; BERESIN, R. A síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar. Rev. Einstein, São Paulo, v. 7, n.3, p.351-356, 2009. Disponível em: . Acesso em: 22 jun. 2013.

BORGES, M. S.; MENDES, N. Representações de profissionais de saúde sobre a morte e o processo de morrer. Rev. Bras. Enferm., Brasília, v. 65, n. 2 p. 324-331, 2012,. Disponível em: . Acesso em: 27 abr. 2013.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria da Atenção a Saúde. Projeto conviver: Suicídio, sobreviventes e família. 1ª ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. Disponível em: . Acesso em: 05 abr. 2013.

BRÊTAS, J. R. S.; OLIVEIRA, J. R.; YAMAGUTI, L. Reflexões de estudantes de enfer Reflexões de estudantes de enfermagem sobre morte e o morrer. Rev Esc Enferm USP, São Paulo, v. 40, n. 4, p. 477-83, 2006. Disponível em: . Acesso em: 22 maio 2014.

CANTÍDIO, F. S.; VIEIRA, M. A.; SENA, R. R. Significado da morte e de morrer para os alunos de enfermagem. Invest Educ Enferm- Lilacs, Antioquia, v. 29, n.3, 2011. Disponível em: . Acesso em: 25 jun. 2013.

CARVALHO, R. C. O processo de morte: limites e possibilidades para saúde mental dos graduandos de enfermagem pautado na revisão de literatura. Revista Educação-UnG, Guarulhos, v. 9, n. 3-4, p. 52, 2014. Disponível em: . Acesso em: 22 dez. 2015.

COMBINATO, D. S.; QUEIROZ, M. S. Morte: uma visão psicossocial. Estud. Psicol., Natal, v.11, n.2, p.209-215, 2006. Disponível em: . Acesso em: 04 abr.2013.

FERREIRA, G. C. Morte: o vivido da equipe de enfermagem cirúrgica. Universidade Federal de Juiz de Fora: Juiz de Fora, 2012. Disponível em: . Acesso em: 04 abr.2013.

FERRAREZE, M. V. G.; FERREIRA, V.; CARVALHO, M. P. Percepção do estresse entre enfermeiros que atuam em terapia intensiva. Acta Paul Enfermagem, Ribeirão Preto, v.19, n.3, p. 310-314, 2006. Disponível em: . Acesso: 15 jun.2013.

GALVÃO, C. M. A busca das melhores evidências. Rev Esc Enfermagem USP, São Paulo, v.37, n.4, p.43-50, 2003. Disponível em: . Acesso: 05 abr. 2013.

GOLEMAN, D. Inteligência Emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. São Paulo: Editora Objetiva Martins Fontes, 1969.

GUTIERREZ, B. A. O.; CIAMPONE, M. H. T. Profissional de enfermagem frente ao processo de morte em unidades de terapia intensiva. Revista Esc. de Enfermagem USP, São Paulo, v.19, n.4, p.456-460, 2006. Disponível em: . Acesso em: 30 maio 2013.

JODAS, D. A.; HADDAD, M. C. L. Síndrome de Burnout em trabalhadores de Enfermagem de um pronto socorro de hospital universitário. Acta Paul Enfermagem, Londrina, v.22, n.2, p.193-197, 2009. Disponível em: . Acesso em: 16 jun. 2013.

KOVÁCS, M. J. Sofrimento da equipe de saúde no contexto hospitalar: cuidando do cuidador profissional. O Mundo da Saúde, São Paulo, v.34, n.4, p.420-429, 2010. Disponível em: . Acesso em: 22 jun.2013.

KUSTER, D. K.; BISOGNO, S. B. A percepção do enfermeiro diante da morte dos pacientes. Disc. Scientia. Série: Ciências da Saúde, Santa Maria, v.11, n. 1, p.9-24, 2010. Disponível em: . Acesso em: 05 abr. 2013.

LAUTERT, L.; CHAVES, E. H. B. C.; MOURA, G. M. S. S. O estresse na atividade gerencial do enfermeiro. Rev Panam Salud Publica, v. 6, n.6, p.415-421, 2000.

Disponível em: . Acesso em: 17 jun. 2013.

LIMA, R. S.; COSTA JÚNIOR, J.A. O processo de morte e morrer na visão do enfermeiro. Ciência & Saberes Série Científica, v.1, n.1, 2015. Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2015.

LIMA, V. R.; BUYS, R. Educação para a morte na formação de profissionais de Saúde. Arquivos Brasileiros de Psicologia, v.60, n.3, 2008. Disponível em: . Acesso em: 20 dez. 2015.

LOPES, C. C. P.; RIBEIRO, T.P.; MARTINHO, N. J. Síndrome de Burnout e sua relação com a ausência de qualidade de vida no trabalho do enfermeiro. Enfermagem em Foco, v. 3, n. 2, p.97-101, 2012. Disponível em: . Acesso em: 22 jun.2013

MARQUES, C. D. C. et al. Significados atribuídos pela equipe de enfermagem em unidade de terapia intensiva pediátrica ao processo de morte e morrer. Revista Mineira de Enfermagem, Minas Gerais, v. 17, n. 4, p. 823-837, 2013. Disponível em: . Acesso em: 15 dez. 2015.

MARTINS, M. C. A. Situações indutoras de stress no trabalho dos enfermeiros em ambiente hospitalar. Ver. Millenium, Rio de Janeiro, n.28, p. 239-262, 2003. Disponível em: . Acesso em: 17 jul. 2013.

MEDEIROS, L. A.; LUSTOSA, M. A. A difícil tarefa de falar sobre morte no hospital. Rev. SBPH, Rio de Janeiro, v.14, n.2, 2011. Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2015.

MIQUELIM, J. D. L.; CARVALHO, C. B. O.; GIR, E.; PELÁ, N. T. R. Estresse nos profissionais de enfermagem que atuam em uma unidade de pacientes portadores de hiv-aids. DST – Jornal Brasileiro Doenças SexTransm, São Paulo, v.16, n.3, p.24-31, 2004. Disponível em: Acesso em: 16 jun.13.

MINAYO, M. C. S.; SANCHES, O. Quantitativo-Qualitativo: Oposição ou Complementaridade? Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.9, n.3, p.239-262, 1993. Disponível: . Acesso: 06 abr. 2013.

MORGADO, M. I. M. A vivência dos enfermeiros perante a morte e o processo de morrer em cuidados intensivos. Porto: Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 2012. Disponível em: . Acesso em: 18 nov. 2015.

MURCHO, N. A. C.; JESUS, S. N.; PACHECO, J. E. P. A Relação entre a depressão em contexto laboral e o Burnout: um estudo empírico com enfermeiros. de saúde. Psicol. Saúde & Doenças, Lisboa, v.10, n.1, p. 58-67, 2009. Disponível em: . Acesso: 29 maio 2013.

MURCHO, N. A. C.; JESUS, S. N.; PACHECO, J. E. P. Reflexões entre a depressão em contexto laboral e o Burnout: um estudo empírico com enfermeiros. Psicol. Saúde & Doenças, Lisboa, v.11, n.1, p.58-67, 2010. Disponível em: . Acesso em: 22 maio 2013.

MUROFUSE, N. T.; ABRANCHES, S. S.; NAPOLEÃO, A. A. Reflexões sobre estresse e Burnout e a relação com a enfermagem. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v.13, n.2, p.255-261, 2005. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2014.

OLIVEIRA, J. R.; BRÊTAS, J. R. S.; YAMAGUTI, L. A morte e o morrer segundo representações de estudantes de enfermagem. Rev Esc Enferm USP, São Paulo, v.41, n.3, p.386-394, 2007. Disponível em: . Acesso em: 10 fev. 2014.

PAFARO, R. C.; MARTINO, M. M. F.estudo do estresse do enfermeiro com dupla jornada de trabalho em um hospital de oncologia pediátrica de Campinas. Rev Esc Enferm USP, v.38, n.2, p.152-160, 2004. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2014.

PALÚ, L. A.; LABRONICI, L. M.; ALBINI, L. A morte no cotidiano dos profissionais de enfermagem de uma unidade de terapia intensiva. Cogitare Enfermagem, v.9, n.1, 2004. Disponível em: . Acesso em: 28 maio, 2014.

ROCHA, M. C. P.; MARTINO, M. M. F. O estresse e qualidade de sono do enfermeiro nos diferentes turnos hospitalares. Rev. Esc.de Enfermagem USP, São Paulo, v.44, n.2, p.280-285, 2010. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2013.

SANDRI, C. I. M. As percepções dos enfermeiros diante da morte e do morrer em uma unidade de urgência e emergência. IN: Congresso de Fenomenologia da região Centro-Oeste, IV, Goiânia, 2011. Anais do Congresso de Fenomenologia da região Centro-Oeste. Goiânia: UFG, 2011, p. 135-143. Disponível em: . Acesso em: 18 dez. 2015.

SANTOS, R. A.; MOREIRA, M. C. N. Resiliência e morte: o profissional de enfermagem frente ao cuidado de crianças e adolescentes no processo de finitude da vida. Ciência & Saúde Coletiva, v.19, n.12, p.4869-4878, 2014. Disponível em: . Acesso em: 18 dez. 2015.

STACCIARINI, J. M. R.; TROCOLI, B. O estresse na atividade ocupacional do enfermeiro. Rev.Latino-am. Enfermagem, São Paulo, v.9, n.2, p.17-24, 2001. Disponível em: . Acesso em: 09 jun. 2013.

SOUSA, D. M. et al. A vivência da enfermeira no processo de morte e morrer dos pacientes oncológicos. Texto Contexto Enfermagem, Florianópolis v.18, n.1, p.41-47, 2009. Disponível em: . Acesso em: 15 jun. 2013

SOUZA, M. T.; SILVA, M. D.; CARVALHO, R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein, São Paulo, v.8, n.1, p. 102-106, 2010. Disponível em: . Acesso em: 23 dez. 2014.

TRIGO, T. R.; TENG, C. T.; HALLAK, J. E. C. Síndrome de burnout ou estafa profissional e os transtornos psiquiátricos. Rev. Psiq. Clín, São Paulo, v.34, n.5, p.223-233, 2007. Disponível em: . Acesso em: 18 jun. 2013.

VIANA, D. L.; LEÃO, E. L.; FIGUEIREDO, N. M. A. Especializações em enfermagem: atuação, intervenção e cuidados de enfermagem. 1ª ed. São Caetano do Sul: Yendis Editora Ltda, 2012.

SOUSA, D. M. et al. A vivência da enfermeira no processo de morte e morrer dos pacientes oncológicos. Texto & Contexto Enfermagem, Florianópolis, v. 18, n. 1, p. 41-47, 2009. Disponível em: . Acesso: 23 dez. 2015.

SILVA JÚNIOR, F. J. G. et al. Processo de morte e morrer: evidências da literatura científica de enfermagem. Rev. bras. enferm, Brasília, v. 64, n. 6, p. 1122-1126, 2011. Disponível em: . Acesso em: 10 nov. 2015.

ZORZO, J. C. C. O processo de morte e morrer da criança e do adolescente: vivências dos profissionais de enfermagem. São Paulo: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, 2004. Disponível em: . Acesso em: 15 jul. 2014.