A INFECÇÃO NOSOCOMIAL EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL

João Victor Farias da Silva, Ana Paula Rebelo Aquino Rodrigues

Resumo


A infecção em ambiente hospitalar tem seus primeiros registros desde o surgimento destas instituições, e, por agravar o quadro clinico do paciente, principalmente os mais instáveis, representa um desafio diário. Atualmente, as inovações tecnológicas estão presentes nas unidades hospitalares e visam à sua utilização como forma de melhorias no diagnóstico e no tratamento das diversas patologias existentes. No entanto, também contribuem para o aumento da incidência e, consequentemente, para as taxas de mortalidade. Nesta pesquisa, foram analisadas as principais considerações sobre infecção hospitalar com ênfase em unidade de terapia intensiva neonatal – UTIN, além dos principais fatores que contribuem para o aumento da incidência desta ocorrência. Metodologicamente, foram utilizados os artigos das bases de dados Scielo, Bireme e Lilacs, além das publicações do Ministério da Saúde sobre o tema, disponibilizadas entre 2005 e 2014. Entre os resultados, foram observadas diversas considerações acerca da resistência microbiana que afeta a assistência atual, dos problemas relacionados com a infraestrutura e a falta de recursos humanos, além dos cuidados básicos que não são executados e que aumentam consideravelmente os riscos e as taxas de infecção, aumentando também as chances de óbitos neonatais. Por isso, a infecção hospitalar corresponde a um sério desafio constante e, considerando o perfil que está sendo atendido, exige estratégias adequadas e capazes de controlar e reduzir a incidência, aumentar a sobrevida, e melhorar a assistência através. 


Palavras-chave


Infecção Hospitalar; Neonatologia; Terapia Intensiva Neonatal.

Texto completo:

PDF

Referências


BRASIL. Ministério da Saúde. Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Curso Básico de Controle de Infecção Hospitalar. Caderno A: Epidemiologia para o controle de infecção hospitalar. 2000.

_______. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Pediatria: prevenção e controle de infecção hospitalar/ Ministério da Saú¬de, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. – Brasília : Ministério da Saúde, 2005. 116 p. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos)

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. – Brasília : Ministério da Saúde, 2011. 4 v. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicas)

_______. Ministério da Saúde. Neonatologia: Critérios nacionais de infecção relacionadas à assistência à saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA. 2008.

_______. Ministério da Saúde. Neonatologia: Critérios nacionais de infecção relacionadas à assistência à saúde. 2 versão. Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA. 2010.

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2011. 4 v. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicas)

_______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Manual AIDPI neonatal / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas, Organização Pan-Americana de Saúde. – 3ª. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012. 228 p. : il. – (Série A. Normas e manuais técnicos)

DAL-BO, K., DA SILVA, R. M., SAKAE, T. M. Infecção hospitalar em uma unidade de terapia intensiva neonatal no Sul do Brasil. Rev Bras Ter Intensiva. 2012; 24(4):381-385.

FERNANDES, F. M. N. Prevalência da infecção hospitalar em unidade de neonatologia de Salvador e região metropolitana. Universidade Federal da Bahia, Escola de Enfermagem da UFBA. Dissertação de Mestrado. Salvador: UFBA, 2004. 90p.

GUIMARAES, A. C., et al. Óbitos associados à infecção hospitalar, ocorridos em um hospital geral de Sumaré-SP, Brasil. Rev Bras Enferm, Brasilia 2011 set-out; 64(5): 864-9.

LIMA, M. E., DE ANDRADE, D., HAAS, V. J. Avaliação Prospectiva da Ocorrência de Infecção em Pacientes Críticos de Unidade de Terapia Intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. Vol. 19 Nº 3, Julho-Setembro, 2007.

LOPES, G. K., et al. Estudo epidemiológico das infecções neonatais no Hospital Universitário de Londrina, Estado do Paraná. Acta Sci. Health Sci. Maringa, v. 30, n. 1, p. 55-63, 2008.

MUSSI-PINHATA, M. M., DO NASCIMENTO, S. D. Infecções neonatais hospitalares. Jornal de Pediatria - Vol. 77, Supl.1, 2001.

PEREIRA, M. S., et al. A Infecção Hospitalar e suas implicações para o cuidar da enfermagem. Texto Contexto Enferm 2005 Abr-Jun; 14(2):250-7.

PINHEIRO, M. S. B., et al. Infecção hospitalar em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: há influência do local de nascimento?. Rev Paul Pediatr 2009;27(1):6-14.

RANGEL, C. T., DE SOUZA, N. L., DE OLIVEIRA, C. O.P. Caracterização dos óbitos neonatais por infecção relacionada à assistência à saúde em uma maternidade escola. Cogitare Enferm. 2012 Jul/Set; 17(3):531-6.

TEIXEIRA, C. F. ESTAFILOCOCOS COAGULASE-NEGATIVA – UM RISCO REAL PARA A SAÚDE PÚBLICA. Rio de Janeiro: INCQS/FIOCRUZ, 2009. xiii, 80f.; il. Orientadora: Maria Helena Simões Villas Bôas. Tese (Doutorado) – Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária, Rio de Janeiro, 2009.

TURRINI, R. N. T. Infecção hospitalar e mortalidade. Rev Esc Enferm USP 2002; 36(2): 177-