A INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO GENÉTICO NO DESENVOLVIMENTO DE DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES

Gleycielly da Mota Oliveira Souza, Thaysa Onofre de Melo, Michelly Cauas

Resumo


As disfunções temporomandibulares (DTMs) são desordens associadas às estruturas relacionadas aos músculos da mastigação e da articulação temporomandibular. A principal manifestação sintomatológica é a dor, que é localizada na região afetada e agravada pelo movimento mandibular. O objetivo desta revisão foi determinar o envolvimento do polimorfismo genético com o desenvolvimento de sinais e sintomas das DTMs, procurando esclarecer dúvidas acerca da etiologia e o seu envolvimento na prática clínica. Sugere-se que distintos loci genéticos associados às exposições ambientais podem estar relacionados com o desenvolvimento de DTMs. A presença de polimorfismos genéticos a genes candidatos ao desenvolvimento de lesões musculares, ósseas, articulares e tendinopatias. No caso das disfunções temporomandibulares, é dada muita importância aos fatores morfológicos e aos fatores ambientais em relação aos fatores genéticos, como explicação para as variabilidades existentes que permanecem ainda incompreendidos. Diversos estudos constataram que polimorfismo nos genes IL-1, IL-6 (-174G/C), SNP COMT Val(158)Met, Hp1-1, Folatos, SHMT, MTHFD e MTR, estresse oxidativo GSTM1 e neurotransmissão DRD4, 102T-C, 102T-C no gene HTR2A, Haplótipos LPS, APS e HPS, possuem significativa relação ao desenvolvimento de DTMs. Sendo assim as DTMs, são consideradas uma resposta individual complexa e específica, podendo ser amplificadas ou atenuadas em função da composição genética original.

Palavras-chave


Polimorfismo genético, Síndrome da Disfunção da Articulação Temporomandibular, Transtornos da Articulação Temporomandibular.

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