LIBRAS NA FORMAÇÃO INICIAL DE PEDAGOGOS: PERCEPÇÕES DOS ESTUDANTES

Josiane Junia Facundo, Célia Regina Vitaliano

Resumo


Este artigo propõe analisar os efeitos de algumas das determinações contidas na Lei 10.436 de 22 de abril de 2002, regulamentada pelo Decreto 5626 de 22 de dezembro de 2005, no tocante a inserção da disciplina de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nos cursos de formação de professores, ministrada por professor preferencialmente surdo. O objetivo principal foi discutir os efeitos da disciplina nas primeiras turmas a cursarem tal disciplina como obrigatória em uma das universidades públicas do Estado do Paraná. Em especial, por ter sido a disciplina ministrada por uma professora surda, ressaltaram-se as percepções dos estudantes acerca dessa experiência com a docente, após terem concluído a referida disciplina. Para isso, no estudo de caso, utilizou-se de questionários, para alunos, e de análise documental do programa da disciplina. O tratamento dos dados se deu conforme o método de análise de conteúdos sugerido por Bardin (2009), no que se refere à categorização dos dados. Os resultados evidenciaram que a maioria dos estudantes avaliou de forma positiva a inclusão da disciplina como obrigatória no currículo e também o fato de ser ministrada por uma professora surda; além de apontarem falhas quanto à carga horária e outros aspectos relacionados às condições de sua oferta.

Palavras-chave


Libras; Pedagogia; Formação de Professores.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17564/2316-3828.2019v7n3p101-112


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