O MAL-ESTAR DOCENTE: NIILISMO E EDUCAÇÃO

Juliana Monteiro Vieira, Cristiano Ferronato, Dinamara Garcia Feldens

Resumo


Propõe-se dissertar acerca do conceito de niilismo referenciado por Friedrich Nietzsche. Através de uma revisão teórica buscou-se compreender as bases do conceito aplicando o entendimento a Escola, por compreender a educação como meio central de promoção e reprodução de práticas e discursos onde imperam dogmas racionalistas. A docência parece estar inserida em um mal-estar generalizado, que perpassa sua finalidade civilizatória e resguarda similitudes niilistas.

Palavras-chave


Educação; Docência; Mal-estar; Niilismo; Racionalismo;

Texto completo:

PDF

Referências


ARALDI, Clademir Luís. Para uma caracterização do niilismo na obra tardia de Nietzsche. Cadernos Nietzsche, Nº 5, p. 75-94, 1998. Disponível em: . Acesso em: 20/09/2015.

BOAVENTURA, Flávio Luiz. Ciência, arte e devir em Nietzsche. Revista Sapere Aude, Belo Horizonte, v. 1, n. 2, dezembro. 2010. Disponível em: . Acesso em: 10/09/2015.

BOURGET, Paul. Essais de psychologie contemporaine. Paris: Editora Plon Nourrit, 1920.

CORAZZA, Sandra. A vontade de potência do professor-artistador: currículo e didática da tradução. In: Reunião Científica Regional da ANPED. Curitiba, 2016. Disponível em: Acesso em: 20/12/2016.

DELEUZE, Gilles. Nietzsche. Trad. Alberto de Campos. Portugal: Edições 70, 1965.

FOGEL, Gilvan. (2002). Porque não teoria do conhecimento? Conhecer é criar. Cadernos Nietzsche, São Paulo, n. 13, p. 89-116.

GADELHA, Sylvio. De fardos que podem acompanhar a atividade docente ou de como o mestre pode devir burro (ou camelo). Educ. Soc., Campinas, v. 26, n. 93, p. 1257-1272, set/dez. 2005.

GIACOIA, Oswaldo. Amor Dei e Amor Fati. Revista Trágica: estudos sobre Nietzsche, v. 4, n. 2, p.75-94. 2011.

GUATTARI, Félix. Revolução Molecular: pulsações políticas do desejo. Trad. Suely Rolnick. 3º Edição. São Paulo: Editora Brasiliense, 1987.

JAPIASSU, Hilton. O mito da neutralidade científica. Rio de Janeiro: Editora Imago, 1975.

MAFFESOLI, Michel. Saturação. Trad. Ana Goldberger. São Paulo: Editora Iluminuras, Itaú Cultural, 2010.

MARTON, Scarlet. Extravagâncias: ensaios sobre a filosofia de Nietzsche. 3ª edição. São Paulo: Discurso Editorial, 2009.

MOREIRA, Antônio Rogério. Nietzsche: o ressentimento e a transmutação escrava da moral. Revista Argumentos, Ano 2, N° 3. 2010. Disponível em: Acesso em: 13/04/2016.

NIETZSCHE, Friedrich. Obras Incompletas. Trad. Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1999. (Coleção Os Pensadores: seleção de textos de Gérard Lebrun).

NIETZSCHE, Friedrich. O crepúsculo dos ídolos (ou como filosofar com o martelo). Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

NIETZSCHE, Friedrich. O Anticristo: ensaio de uma crítica do cristianismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

NIEZTSCHE, Friedrich. A vontade de poder. Trad. Marcos Sinésio Pereira Fernandes, Francisco José Dias de Moraes. Rio de Janeiro: Editora Contraponto, 2008.

NIETZSCHE, Friedrich. Vontade de Potência: ensaio da transmutação de todos os valores. São Paulo: Editora Escala, 2011. (Coleção Mestres Pensadores).

PECORARO, Rossano. Niilismo. Rio de Janeiro: Editora Jorge Zahar, 2007. (Coleção Filosofia Passo a Passo).

VATTIMO, Gianni. Diálogo com Nietzsche: ensaios 1961-2000. Trad. Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010 (Biblioteca do pensamento moderno).

VOLPI, Francisco. O Niilismo. São Paulo: Edições Loyola, 1999.




DOI: http://dx.doi.org/10.17564/2316-3828.2017v5n3p75-86


Indexada em: