DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E FORMAÇÃO CONTINUADA NA PERSPECTIVA DOCENTE

Katia de Moura Graça Paixão, Jucenei do Carmo França e Silva

Resumo


Este artigo teve como objetivo apresentar a percepção de professores de classe comum sobre sua formação continuada e atuação docente na perspectiva inclusiva, com foco na deficiência intelectual. Para a coleta de dados, realizou-se uma entrevista semiestruturada com dois (02) professores, de uma escola pública do Estado de São Paulo, das disciplinas de História e Língua Portuguesa, tendo como categorias: inclusão escolar, competência profissional, formação continuada, sistema de ensino e condições de trabalho. Em suas falas, os professores afirmaram que consideram sua formação insuficiente para atuar na educação inclusiva, e que não lhes são oportunizados cursos de formação continuada sobre esta temática em serviço. Os professores possuem curso de pós-graduação Lato Sensu na área em que atuam, mas defendem que haja a oferta de cursos nesta modalidade com enfoque inclusivo para a formação docente. Os participantes afirmaram que encontram muitas dificuldades em sala de aula para promover a inclusão de estudantes com deficiência intelectual, principalmente para elaborarem uma adequação curricular, Tendo em vista a percepção anunciada pelos professores, considera-se que a formação docente deve ser um processo ininterrupto no magistério, estando a serviço das demandas da sala de aula, dos anseios dos professores e garantindo a apropriação de conhecimentos sobre o ensino e aprendizagem na perspectiva da diversidade com vistas à autonomia docente e profissional.

Palavras-chave


Formação Continuada; Docência; Deficiência Intelectual.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17564/2316-3828.2018v7n1p105–114


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