O PRINCÍPIO DA AUTONOMIA NA HUMANIZAÇÃO DO PARTO

Ana Clara Cruz Santos de Santana, Layane Estefany Siqueira dos Santos, Tatiane de Oliveira Santos, Lucas Siqueira dos Santos

Resumo


O parto considerado “natural” é o momento acompanhado, em sua maioria das vezes, de contrações dolorosas, sofridas pela mulher. Essas dores decorrem não só pelo processo fisiológico. A questão cultural, os antecedentes históricos negativos e a falta de esclarecimento acerca do processo do parto resultam em respostas emocionais que influenciam na escolha do tipo de parto. Nesse sentido, a compreensão biológica da dor resulta-se da relação com outras dimensões socioculturais, psico-afetiva e assistencial institucional, com base na compreensão da vivência parturitiva da dor sentida pela mulher. Esse estudo possui o objetivo de compreender qual o alcance do princípio da autonomia no processo de controle da dor do parto, abordando os elementos influenciadores da dor do parto. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, onde se constatou que a humanização da assistência ao parto de forma integral valoriza o ambiente, a relação profissional-paciente, o uso de processos químicos para o alívio da dor, bem como o direito de escolha da parturiente em presenciar ou não a dor e participar das decisões que envolvem o processo do parto no qual está inserida. A partir desse entendimento, é necessário o respeito do limite ético da dor, garantindo a humanização do parto.

Palavras-chave


Dor, parturiente, princípio da autonomia.

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