O AFRONTAMENTO DE TÁSSIA REIS : NÃO TOLERAMOS MAIS O SEU XIU

  • Marilda Santanna de Santana Silva Universidade Federal da Bahia
Palavras-chave: Feminismo Negro. Tássia Reis. Música Popular Brasileira. Vozes Negras

Resumo

O protagonismo da mulher negra na arte é algo ainda a ser estudo e questionado. A música é uma linguagem artística que nos oferece subsídios para um estudo desta natureza que pode fazer a diferença. Neste artigo se pretende destacar esta voz autoral carregada de subjetividade que ousa se insurgir numa Música popular brasileira plural, mas, nunca, democrática. Em especial, neste estudo, selecionamos uma artista jovem, negra e periférica, Tássia Reis. Com uma trajetória recente, mas, de bastante fôlego, a artista, nascida na periferia de São Paulo; além de cantautora e dona da marca de roupas “Xiu”, é uma militante feminista negra que reconhece que existem várias maneiras de silenciar as memórias de um povo, mantê-las subterrâneas, enquadradas, beirando ao esquecimento total, silenciando-as de vez. Assim, utilizar como aporte teórico o conceito de interseccionalidade de Crenhsaw (2015), de lugar de fala de Djamila Ribeiro (2017), vozes plurais de Adriana Cavarero (2011) é perceber como este apagamento vai se reconfigurando ao longo das décadas e do mercado da artista negra. Afinal, o pessoal é político. É o que se pretende com o presente trabalho.

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Biografia do Autor

Marilda Santanna de Santana Silva, Universidade Federal da Bahia
Prof. Dra. Do Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Cultura e Sociedade – Pós Cultura do Instituto de Humanidades Artes e Ciências Prof. Milton Santos-UFBA. Cantora com três álbuns lançados. Membro do Cult – Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura da UFBA. Pós-doutorado em Sociologia na Universidade de Lisboa (UL);  Doutora em Ciências Sociais (UFBA); Mestre em Artes Cênicas (UFBA;.
Publicado
2020-04-15
Como Citar
de Santana Silva, M. S. (2020). O AFRONTAMENTO DE TÁSSIA REIS : NÃO TOLERAMOS MAIS O SEU XIU. Interfaces Científicas - Humanas E Sociais, 8(3), 93-100. https://doi.org/10.17564/2316-3801.2020v8n3p93-100
Seção
Artigos