ENGENHOS ALAGOANOS E SUA ESPACIALIZAÇÃO

  • MARCELLA DUQUE Centro Universitário Tiradentes - AL
  • BIANCA MACHADO MUNIZ Centro Universitário Tiradentes - AL

Resumo

Os engenhos de açúcar foram importantes instrumentos de colonização, tendo em vista que, através deles, deu-se a ocupação inicial do território, principalmente no Nordeste. Os engenhos eram compostos pela casa grande, a igreja, a senzala, a lavoura e a fábrica, demonstrando uma organização vital na dinâmica de produção do açúcar, e foram, ao lado das primeiras vilas, fator de mobilização da economia, da exportação e da vida na colônia. Em Alagoas, o açúcar exerce influência relevante no estado até os dias atuais, tanto do ponto de vista político-econômico como também sociocultural. A partir do final do século XIX, com o surgimento da indústria, os engenhos gradativamente foram substituídos: os maiores converteram-se em usinas, os menores tornaram-se fornecedores de cana. Compreendendo sua importância na historiografia socioeconômica e cultural do estado, este estudo se volta para quatro remanescentes alagoanos: engenhos Lamarão, Grajaú de Cima e Novo, localizados no município de Pilar/AL e Engenho Santo Antônio, no município de Satuba/AL. Desta forma, este trabalho tem o objetivo de identificar padrões e especificidades no modo como as construções dos engenhos se organizaram no espaço. A análise utilizou como recursos metodológicos as visitas técnicas para coleta fotográfica, verificação da localização das edificações e dos percursos gerados entre elas, imagens de satélite para compreensão geral do território do engenho e revisão bibliográfica para embasamento teórico. Em termos de resultados, foi possível identificar semelhanças e diferenças na dinâmica dos engenhos, onde esquemas apontaram para organizações recorrentes.

Biografia do Autor

MARCELLA DUQUE, Centro Universitário Tiradentes - AL
Formada em Designer de Interiores pelo Instituto Federal de Alagoas - IFAL. Atualmente graduanda de Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Tiradentes - UNIT/AL. Graduação Sanduíche de um semestre na Universidade Fernando Pessoa, Porto, Portugal.
BIANCA MACHADO MUNIZ, Centro Universitário Tiradentes - AL
Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo FAU/UFAL Professora do Centro Universitário Tiradentes - UNIT Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Estudos da Paisagem - FAU/UFAL

Referências

DIÉGUES JR., Manuel. Engenhos de Açúcar no Nordeste. Rio de Janeiro-Brasil: Ministério da Agricultura, 1952.

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PONCIONI, Claudia. Pontes e ideias: Louis-Léger Vauthier, engenheiro francês fourierista. Colaboradores Guillaume Saquet e Georges Orsoni. – Recife: Cepe, 2010.

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SILVA, Maria Angélica da (coord.). Mapeamento e identificação dos antigos engenhos de açúcar da região sul de Alagoas. Maceió:

UFAL/FUNDEPES/IPHAN-17a Superintendência Regional, 2010. (Relatório Final de Atividades).

Publicado
2020-10-30
Como Citar
DUQUE, M., & MUNIZ, B. M. (2020). ENGENHOS ALAGOANOS E SUA ESPACIALIZAÇÃO. Caderno De Graduação - Ciências Humanas E Sociais - UNIT - ALAGOAS, 6(2), 161. Recuperado de https://periodicos.set.edu.br/fitshumanas/article/view/9004
Seção
Artigos