Perfil clínico-epidemiológico de crianças portadoras de cardiopatias congênitas submetidas à correção cirúrgica em serviço de referência no Estado de Alagoas

  • Karine Nascimento Chaves Centro Universitário Tiradentes
  • Williamina Oliveira Dias Pinto Centro Universitário Tiradentes – UNIT.
  • Daniela Martins Lessa Barreto Centro Universitário Tiradentes – UNIT.
  • Sabrina Gomes de Oliveira Centro Universitário Tiradentes – UNIT.
Palavras-chave: Cardiopatias congênitas, epidemiologia, Alagoas.

Resumo

As cardiopatias congênitas são malformações anatômicas que podem comprometer tanto a sobrevivência como a qualidade de vida do paciente. Atualmente, estão entre as principais causas de morbimortalidade neonatal com prevalência crescente na população. O objetivo deste estudo foi caracterizar o perfil clínico e epidemiológico das crianças portadoras de cardiopatias congênitas atendidas em um hospital de referência no estado de Alagoas, Brasil, durante o período de agosto de 2015 a dezembro de 2016. Para tanto, foi realizado um estudo transversal, utilizando dados dos registros de prontuários de crianças de 0 a 11 anos de idade. Observou-se que aproximadamente 94% das cardiopatias congênitas eram acianóticas, sendo as mais frequentes a persistência de canal arterial (33,7%), a comunicação interventricular (28,7%), e a comunicação interatrial (20%). Entre as cianóticas destacaram-se a tetralogia de Fallot (3,7%) e a atresia pulmonar com comunicação interventricular (2,5%). A associação com a síndrome de Down foi encontrada em 12,5% dos casos, a qual na maioria das vezes esteve associada à persistência do canal arterial e a comunicação interventricular. Para conclusões mais acuradas, são, no entanto, necessários outros trabalhos semelhantes, abrangendo amostras maiores e mais diversificadas, incluindo adolescentes e adultos com cardiopatia congênita.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Karine Nascimento Chaves, Centro Universitário Tiradentes
Graduanda do Curso de Medicina do Centro Universitário Tiradentes – UNIT.
Williamina Oliveira Dias Pinto, Centro Universitário Tiradentes – UNIT.
Graduanda do Curso de Medicina do Centro Universitário Tiradentes – UNIT.
Daniela Martins Lessa Barreto, Centro Universitário Tiradentes – UNIT.
Mestre em Doenças Cardiovasculares, ICBS - UFAL. Doutoranda em Doenças Cardiovasculares, ICBS - UFAL. Professora Assistente do curso de Medicina da Universidade Federal de Alagoas - UFAL. Professora Adjunta do curso de Medicina do Centro Universitário Tiradentes - UNIT e Preceptora da Residência Médica em Cardiologia no Hospital do Coração de Alagoas.
Sabrina Gomes de Oliveira, Centro Universitário Tiradentes – UNIT.
Mestre em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Professora titular do Centro Universitário Tiradentes - UNIT.

Referências

ALLEN, H.D.; DRISCOLL, D.J.; SHADDY, R.E. Moss and Adams’ heart disease: in infants, children, and adolescents: including the fetus and young adult. 7. ed. Philadelphia: Lippincort, Williams & Wilkins; 2008.

AMARAL, F. et al. Quando suspeitar de cardiopatia congênita no recém-nascido. Revista Medicina, São Paulo, v. 35, n. 2, p. 192-197, set. 2002. Disponível em: < http://revista.fmrp.usp.br/2002/vol35n2/quando_suspeitar_cardiopatia_congenita.pdf>. Acesso em: 10 fev. 2016.

AMARAL, F. et al. Cardiopatia congênita no adulto: perfil clínico ambulatorial no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Arq Bras Cardiol, São Paulo, v. 94, n. 6, p. 707-713, mai. 2010. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/abc/v94n6/aop04510.pdf>. Acesso em: 30 jan. 2016.

AMORIM, L. F. P. Prevalência das cardiopatias congênitas diagnosticadas ao nascimento no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. 2007. 100 f. Dissertação (Mestrado em Medicina) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007.

ARAÚJO, J.S.S. et al. Cardiopatia congênita no nordeste brasileiro: 10 anos consecutivos registrados no estado da Paraíba, Brasil. Revista Brasileira de Cardiologia, São Paulo, v. 27, n. 1, p. 509-15, fev. 2014.

ARAGÃO et al. O Perfil Epidemiológico dos Pacientes com Cardiopatias Congênitas Submetidos à Cirurgia no Hospital do Coração. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, João Pessoa, v. 17, n. 3, p. 263-268, 2013. Disponível em: < http://periodicos.ufpb.br/index.php/rbcs/article/viewFile/13221/9808>. Acesso em: 30 jan. 2016.

BASTOS, L.F. et al. Clinical and epidemiological profile of children with congenital heart disease submitted to cardiac surgery. Journal of Nursing, Recife, v. 7, n. 8, p. 5298-5304, jul. 2013. Disponível em: < https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/about/contact>. Acesso em: 20 fev. 2016.

BELO, W.A.; OSELAME, G.B.; NEVES, E.B. Perfil clínico-hospitalar de crianças com cardiopatia congênita. Cadernos Saúde Coletiva, Rio de Janeiro , v. 24, n. 2, p. 216-220, Jun. 2016. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-462X2016000200216&script=sci_abstract&tlng=pt>. Acesso em: 30 jan. 2016.

BORN, D. Cardiopatia congênita. In: TEDOLDI, C.L.; FREIRE, C.M.V.; BUB, T.F. (Ed.). Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia para Gravidez na Mulher Portadora de Cardiopatia. São Paulo: Arq Bras Cardiol. v. 93, n. 6, 2009. cap. 8, p. e130-e132.

GUITTI, J.C.S. Aspectos epidemiológicos das cardiopatias congênitas em

Londrina, Paraná. Arq Bras Cardiol, São Paulo, v. 74, n. 5, p. 395-399, 2000.

HUBER, J. et al. Cardiopatias congênitas em um serviço de referência: evolução clínica e doenças associadas. Arq. Bras. Cardiol. São Paulo, v. 94, n. 3, p. 333-338, 2010.

JENKINS, K.J. et al. Noninherited risk factors and congenital cardiovascular defects: current knowledge: a scientific statement from the American Heart Association Council on Cardiovascular Disease in the Young. Circulation. Waltham, MA; v. 115, n. 23, p. 2995–3014, jun. 2007.

KOBINGER, M. Avaliação do sopro cardíaco na infância. J Pediatr. Rio de Janeiro, v. 79, n. 1, p. S87-96, 2003.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Sistema de informação sobre mortalidade. Disponível em: < http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sim/cnv/evita10uf.def >. Acesso em: 30 jan. 2016.

MIYAGUE, N.I. et al. Estudo Epidemiológico de Cardiopatias Congênitas na Infância e Adolescência. Análise em 4.538 Casos. Arq Bras Cardiol, São Paulo, v. 80, n. 3, p. 269-73, 2003.

ROSA, R.C. Malformações Detectadas pelo Ultrassom Abdominal em Crianças com Cardiopatia Congênita. Arq Bras Cardiol, São Paulo, v. 99, n. 6, p. 1092-1099, dez. 2012.

SILVA, M.A. Estudo das características clínicas e epidemiológicas de recém-nascidos com cardiopatia congênita em uma maternidade pública da cidade de Salvador (Bahia, Brasil), nos anos de 2012 e 2013. 2014, 54 f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal da Bahia, Salvador, Bahia. 2014.

ZIELINSKY, P. Malformações cardíacas fetais. Diagnóstico e conduta. Arq. Bras. Cardiol. São Paulo, v. 69, n. 3, p. 209-218, set. 1997.

Publicado
2020-04-13
Como Citar
Chaves, K. N., Pinto, W. O. D., Barreto, D. M. L., & Oliveira, S. G. de. (2020). Perfil clínico-epidemiológico de crianças portadoras de cardiopatias congênitas submetidas à correção cirúrgica em serviço de referência no Estado de Alagoas. Caderno De Graduação - Ciências Biológicas E Da Saúde - UNIT - ALAGOAS, 6(1), 99. Recuperado de https://periodicos.set.edu.br/fitsbiosaude/article/view/7132
Seção
Artigos